A Árvore do Yoga

O mundo nos ensinou somente as posturas (asanas). O Yoga é o caminho que propõe um conhecimento profundo da mente e de seus processos mentais. Veja o Yoga como uma árvore, cada parte dela é um passo:

1. YAMAS (raízes): Ética com o mundo
Ahimsa
: Não violência
Satya: Verdade
Asteya: Não roubar
Brahmacharya: Uso consciente da energia vital
Aparigraha: Desapego/Evitar a possessividade
Comportamento em relação a outras pessoas. Tratar os outros como você gostaria que te tratassem.

2. NIYAMAS (tronco): Ética consigo mesmo
Saucha
: Pureza
Santosha: Contentamento
Tapas: Disciplina
Svadhyaya: Autoestudo
Ishvara Pranidhana: Entrega ao sagrado
São regras de conduta que se aplicam a conduta individual, a fim de apreendermos a lidar conosco mesmos.

3. ASANAS (galhos): Posturas
Só aqui,  o corpo entra com uma mente preparada. O Yoga não se resume no tapete, ele se aprimora. A postura tem dois aspectos: Permanência e repouso:
– Permanência é assumir a postura;
– Repouso. nele a postura é ajustada para que vários membros sejam posicionados em seus devidos lugares e a sensação seja de apaziguamento.

4. PRANAYAMA (folhas): Respiração
Aqui está o segredo da longevidade: ela não é medida em dias, mas pelo tempo de cada respiração, inspirar e exalar, ou seja, respirações longas. A expiração deve ser sempre mais longa que a inspiração, e a respiração deve ser feita pelas narinas, esquece a boca. É treino diário! Aconselham 9 respirações por minuto. Se desejamos cultivar um espírito tranquilo, precisamos primeiro regular a respiração. Quando ela encontra seu equilíbrio, a mente se acalma e o coração encontra a paz.

5. PRATYAHARA (casca): Recolhimento
Abster-se dos sentidos. Desligar o barulho de fora para ouvir o que está dentro. Se recolher para dentro toda vez que quiser se entregar aos desejos. O verdadeiro sábio não se deixa abalar nem pela glória  e nem pela queda. ele permanece centrado, consciente e desapegado dos frutos das ações.

6. DHARANA (seiva): Concentração
Focar sem dispersão. A mente treinada que não foge de si mesma. É concentração na divindade para conservar o equilíbrio mental, para ir sempre no rumo certo.

7. DHYANA (flor): Meditação
O Casamento Divino do corpo com a alma e da alma com o corpo. Quando o foco transcende, o observador e o observado começam a se dissolver. Aqui a postura já não importa mais. O estado de presença é a joia.

8. SAMADHI (fruto):  Liberação
O ego vai embora, resta o Todo
. Esse é o destino do Yoga. Há uma paz que ultrapassa todo entendimento, a mente não consegue encontrar palavras para descrever este estado. Patanjali diz: “Não sabemos quando a graça divina virá, portanto esteja fisicamente e mentalmente estável e espiritualmente pronto para recebê-la.”

Com amor!
Tatiane